ROUBE ESSAS MÃOS! Workshop com os quadrinistas Gabriel Góes e Diego Gerlach

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Ensinar a qualquer aluno o segredo dos mestres - o plágio.

Góes e Gerlach são dois dos quadrinistas mais prolíficos da geração de HQ brasileira pós-2010, e ambos empregam abordagens diversas e flutuantes para cada uma de suas HQs. Talvez a mais empregada e prestigiada por ambos é o bom e velho plágio.
Inspirados em uma fala de Jack Kirby sobre a prática (abaixo), G&G desenvolveram uma oficina que emprega a cópia (de modo ao mesmo tempo discreto e ostensivo) para gerar material inédito.

Com uma breve apresentação de precedentes históricos em slideshow (incluindo material dos próprios autores, além de ‘O curioso caso de quando Zé Carioca e Pateta eram chapas’ [uma análise do uso de apropriação ‘sancionada’ nos primórdios de um dos personagens mais populares do quadrinho nacional]), os alunos da oficina tomarão contato NA PRÁTICA com um método rico para se entender os fundamentos da narrativa em cartum. Como reduzir a informação visual a seu essencial, contando uma história da maneira mais sucinta possível, e como isso se relaciona com seu gerenciamento de tempo ao criar uma HQ.

Quando

Dia 16/06/2018
Das 14h às 19h

Onde

Cosmos Criativo
SCLRN 714 Bloco D Loja 31, 70760-554 Brasília

Valor

R$ 200,00

Os quadrinistas

Diego Gerlach
São Leopoldo (Brasil), 1981. Quadrinista, ilustrador, tradutor e editor, é autor de diversas publicações em quadrinhos, como Ano do Bumerangue, Alvoroço e O Plexo Holístico, além de seu zine-antologia-de-um-autor-só, Know-Haole. Participou também de diversas antologias de HQs independentes nacionais (Samba, Prego, A Zica, Tarja Preta, Peixe Fora D'Água, Gibi Gibi, Goró, Pé-de-Cabra e Golden Shower) e internacionais (Happiness [EUA], Taco de Ojo e Zúngale [México], El Vólcan [Argentina], Lodaçal [Portugal], Kovra [Espanha], Stripburger [Eslovênia], Strapazin [Suíça]). 

Fundou, em 2012, o selo independente Vibe Tronxa Comix, sediado em São Leopoldo - RS, voltado sobretudo à publicação de sua própria produção em quadrinhos. Em 2015, sua história "Milhões agora vivendo jamais morrerão" foi selecionada para inclusão na antologia O Fabuloso Quadrinho Brasileiro, da Narval Comix. Em 2016, sua história "Eduardo Cunha é o Bandido da Luz Vermelha" (publicada em Know-Haole # 4) foi selecionada pelo painel de críticos do Prêmio Grampo como uma das melhores HQs brasileiras do ano. Ainda em 2016, apareceu na minissérie documental da HBO Brasil "HQ - Edição Especial", em um segmento dedicado ao novo quadrinho nacional. Em 2017, lançou duas novas histórias em quadrinhos, "NÓIA - UMA HISTÓRIA DE VINGANÇA", pela Escória Comix, e "Arrecém", pela Ugra Press.

https://www.instagram.com/vibetronxacomix/http://guerlax.tumblr.com/

Gabriel Góes
Nasceu em 1980, em Brasília. Artista plástico de formação pela UNB, publicou pelo Correio brasiliense por seis anos. Adaptou para quadrinhos com o roteirista Arnaldo Branco as obras “Beijo no Asfalto” (Ed. Nova Fronteira - 2007) e “Vestido de Noiva” (ed. Desiderata - 2014), de Nelson Rodrigues, além de ser fundador do coletivo SAMBA – principal publicação articuladora da cena brasiliense de quadrinhos nos 2000.

Já ilustrou matérias nas revistas Rolling Stone, Playboy, Galileu, Super Interessante e Correio Braziliense. Participou de publicações independentes como a Prego, Tarja Preta e Ragú.

É também de sua autoria os projetos em quadrinhos “Fabio” (em parceria com o quadrinista André Valente), “Flores”, “Soco!”, “Capitão América e seus amigos” e  “Kowalski”. Atualmente publica pelo site “Novo Amanhecer”, do qual é editor.

https://www.behance.net/gabrielgoeshttp://novoamanhecertm.tumblr.com/

“Se você é um indivíduo competitivo e quer se firmar nesse campo: não há escola. Você faz sua própria escola. Você cria sua escola. Quero dizer que você pega emprestado braços, pernas, cabeças, pescoços e traseiros de todo mundo que puder. Nos quadrinhos, que são um campo peculiar, cada sujeito – cada artista – é o professor de outro artista. Não há escola nenhuma pra isso. Podem te ensinar a mecânica por trás do negócio, o que é bom. Vejo mérito nisso. Mas desenhar um bom desenho não te faz um bom artista. Posso te dizer dez sujeitos, logo de cara, que desenham melhor que eu. Mas não acredito que o trabalho deles obtenha tanta resposta quanto o meu. (...) Não é a técnica, é o indivíduo. (...)

Como sempre digo, uma ferramenta não tem vida. Um pincel é um objeto inerte.

É o sujeito. Se você quer fazer, você faz. Se acha que um cara desenha o tipo de mãos que você gostaria de desenhar, roube-as. Pegue essas mãos pra você. (...)

Tudo que o sujeito tem nesse campo é pressão, e acho que a pressão fornece um estímulo. Você tem seus próprios stresses; eles vão suprir seu estímulo. Se você quer fazer, você vai fazer. E vai fazer do jeito que puder.”

Jack Kirby, 1970

R$ 200,00 18