Sobre os artistas
TOZ
Tomaz Viana, o Toz, é filho de uma geração que colecionou bonecos de Falcon e Playmobil, Fofoletes e Ursinhos Carinhosos. Quem foi criança nos anos 1980 conheceu o tempo que inventou os mascotes sintéticos, muito antes do advento do Tamagoshi e dos animaizinhos virtuais de FarmVille. Já crescido, Toz criou companheiros feitos com tinta spray, que são seus alteregos e traduzem estados de espírito e preocupações existenciais, quase filosóficas.
Baiano, que veio para o Rio ainda adolescente, inventou uma família de personagens misturando referências quase universais do grafite - a animação e os mangás japoneses - com seu mundo particular. No trabalho que sai das ruas para ganhar vida em telas, desenhos e objetos, ficam mais claras as referências às estamparias de tecidos populares no Mercado Modelo e à profusão de cores da Baixa do Sapateiro de sua infância em Salvador. Um americano, segundo marido de sua avó, o levava para pescaria e lhe explicava tudo sobre lulas e polvos. Este avô gringo e marítimo, quase um pirata, encheu seus personagens de memórias aquáticas: eles exploram o mundo em navios e caravelas e se transformam em seres vindos da água salgada.
A transposição do grafite para outros suportes recupera um movimento que aconteceu há cerca de 30 anos. Na mesma década em que os contemporâneos de Toz aprendiam a patinar com as Patotinhas e iam a shows no Morro da Urca e na Mamão com Açúcar, o grafite contaminava a moda e a arte da chama Geração 80 com suas cores fosforescentes e seu traço simples.
Eco ancestral - as primeiras pinturas da humanidade foram feitas nos muros das cavernas - o grafite ganhou força no Brasil de décadas atrás embalado pelo impacto causado pela obra de Jean-Michel Basquiat e Keith Haring em Nova York. Na virada para o século XXI, a cultura hip hop e os skatistas fortaleceram um tipo de tribo urbana capaz de criar um repertório para estes desenhos feitos com spray. Surgiu então uma poderosa geração de grafiteiros, que tem em Toz um de seus trunfos.
Andar pelas ruas do Rio é ter a visão inundada por suas criaturas, que se misturam à imagem e à memória desta cidade trazendo para ela o eco de outros lugares, reais ou imaginários. Estar diante de uma exposição de Toz é ter isso tudo e ainda trazer muros cariocas e do espaço público para uma outra escala, a da intimidade da vida doméstica.
BR
O trabalho de Bruno Bogossian a gente imediatamente identifica pelo traço inconfundível, mais do que pela assinatura "BR". Artista multimídia, ilustrador, designer, artista plástico e grafiteiro, é um dos cabeças da FBC (Fleshbeck Crew) e criador da forte linguagem da crew, grupo responsável pelo boom do graffiti no Rio.
Quando está fora das ruas, empresta sua arte para campanhas publicitárias, eventos e até coleções de moda, como aconteceu com o verão 2008 da grife Maria Bonita Extra. No portfolio carrega projetos de muito prestígio, como a capa do CD "A procura da batida perfeita" de Marcelo D2, vinhetas para a MTV, GNT e SportTV, programação visual para a grife Blue Man, cenografia pra shows e eventos como o TIM festival e participação da campanha "O lado Coca-Cola da vida". Bruno junto com o coletivo FBC venceram o Concurso Rio Moda Hype de Novos Talentos em 2004 e de lá pra cá foi sendo consagrado, já tendo participado de diversas exposições no circuito das artes plásticas. Definitivamente ele é um artista com várias cartas escondidas na manga.
Trabalhos
http://www.flickr.com/photo/toz_fbc
Investimento e inscrição
Curso: R$ 350,00 Material: R$ 70,00 Total: R$ 420,00 pelo PagSeguro.
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Organização e informações
Comoequetalá 61-9286-0745 Fleshbeck Crew
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